Geologia? Com muito gosto!

Novembro 09 2010

      A teoria da Tectónica de Placas veio revolucionar a ciência. Foi com esta teoria que se descobriu realmente o que se passou com a Terra desde a sua formação até aos dias de hoje. Podemos agora perceber a dinâmica interna do nosso planeta, como também o processo de formação dos continentes e dos oceânos. 

      Pode-se dizer que a teoria da tectónica de placas está para a geologia, como a teoria da relatividade está para Einstein.

publicado por catafilipa às 10:03

Novembro 08 2010

     Para a formulação desta teoria foi também essencial o conhecimento da distribuição dos sismos e erupções vulcânicas no planeta, já que a distribuição destes são reflexo da posição e movimentação das placas tectónicas.     

     A Teoria da Tectónica de Placas parte do pressuposto de que a camada mais superficial da Terra - a litosfera - está fragmentada em várias placas de diversas dimensões que se movem relativamente umas às outras, sobre um material viscoso, mais quente. Aquelas placas denominam-se placas litosféricas ou tectónicas e as zonas de contacto entre elas são geralmente regiões geologicamente activas, designadas por fronteiras ou limites de placa.

      A Teoria da Tectónica de Placas estabelece que, ao contrário do que pensava Wegener, não são os continentes que se movem mas sim as placas litosféricas.

      Nas fronteiras das placas denominadas por cristas ou dorsais, é criada nova litosfera oceânica que depois pode ser consumida nas zonas de subducção, no limite oposto dessas placas. O motor do movimento relativo das placas é o calor interno da Terra que é transferido até à superfície através de células de convecção que se situam na astenosfera.

 

     

Fig. 1 - Sistema dinâmico de placas

 

Fontes: http://e-geo.ineti.pt/edicoes_online/diversos/guiao_tectonica_placas/texto.htm

http://www.todomonografias.com/images/2007/04/105400.gif


Novembro 08 2010

MORFOLOGIA DOS FUNDOS OCEÂNICOS      

 

       Após a Segunda Guerra Mundial, as tecnologias desenvolvidas para operações militares em meio marinho, como, por exemplo, a detecção de submarinos através de sonares, foram sendo progressivamente postas à disposição da comunidade científica civil, ajudando o avanço ciêntifico. Foi este facto que permitiu a aquisição de importantes conhecimentos sobre a composição morfológica dos fundos oceânicos, que por sua vez, levou a que os cientistas encarassem a proposta de Wegener como uma alternativa válida ao permanetismo e contraccionismo.

 

Com a exploração dos fundos dos oceânos levou a muitas descobertas:

  • Uma cadeia montanhosa submarina entre os continentes com mais de 65 000 km e uma altura média aproximada dos 4500 metros acima da crusta oceânica - dorsal oceânica.
  • Os fundos oceânicos estavam cobertos com uma fina camada de sedimentos.
  • O fundo oceânico não era tão liso como até então se pensava.

      Todo este estudo  cartográfico dos diferentes fundos oceânicos levou à elaboração de mapas topográficos destas regiões, permitindo revelar os principais relevos submarinos.

 

Fig. 1 - Morfologia dos fundos dos oceânicos

 

      Nota: Tendo em conta que a velocidade de sedimentação em ambiente marinho é praticamente constante, a espessura dos sedimentos é tanto maior quanto mais antiga for a região oceânica. Dado que os grandes rios possuem uma elevada capacidade de transporte de materiais de natureza sedimentar, os mais grosseiros acumulam-se próximo das margens continentais, enquanto que os mais finos são depositados a maiores distâncias, uma vez que são levados pelas correntes marinhas. 

 

 

PALEOMAGNETISMO E EXPANSÃO DOS FUNDOS OCEÂNICOS

      

      A variação do campo magnético origina anomalias, que podem ser positivas (as anomalias apresentam um valor maior relativamente ao valor médio da região) ou negativas (o valor obtido é menor que o valor esperado). 

      O paleomagnetismo procura determinar a direcção do vector do campo geomagnético existente na altura da formação de uma determinada rocha cujos materiais são sensiveis a esse campo magnético.

  •       Consegue-se realizar leituras paleomagnéticas no fundo oceânico, pois este é constituido por basalto, uma rocha com magnetite, um mineral altemente magnético.

       Determinações realizadas com o auxílio de magnetómetros muito precisos, feitas perpendicularmente aos eixos das dorsais, mostravam a presença de zonas onde as medições do campo magnético apresentavam valores muito elevados (anomalias positivas) e zonas onde esse registo é muito mais fraco (anomalias negativas). Estas bandas com o registo das anomalias são paralelas e simétricas em relação ao eixo da dorsal.

      Desta forma, foi possível identificar um grupo de rochas dos fundos oceânicos que apresentavam polaridade normal, uma vez que os minerais magnéticos da rocha tinham uma magnetização normal, isto é, com a direcção de magnetização semelhante à do campo magnético actual da Terra. O outro apresentava uma polaridade inversa, indicando um alinhamento oposto ao que seria produzido pelo campo magnético actual da Terra. A análise deste tipo de evidências levou a admitir que periodicamente, ao longo do tempo geológico, ocorriam inversões de polaridade da direcção do campo magnético terrestre.

 

      Suma: os fundos oceânicos apresentavam assim um padrão de anomalias magnéticas simétricas em realção às cristas oceânicas. Estas anomalias são marcadas por bandas, apresentado uma magnetização normal e inversa, com idades crescentes a partir das cristas dos riftes.

 

 Fig. 2 - Paleomagnetismo

 

A hipótese da expansão dos fundos oceânicos foi suportada por diversas linhas da evidência:

 

• Perto da crista da dorsal, as rochas são muito novas e tornam-se progressivamente mais velhas, à medida que se encontram mais afastadas dessa zona;

• As rochas mais recentes, junto à crista, apresentam polaridade normal, isto é, de acordo com o campo magnético actual;

• Os blocos rochosos dispostos paralelamente e de forma simétrica em relação à crista da dorsal alternam na polaridade magnética (normal--inversa-normal...), sugerindo que o campo magnético da Terra inverte periodicamente a polaridade ao longo do tempo geológico.

 

Fontes: http://www.scribd.com/doc/22404950/Apresentacao-Andre-Lopes-e-Maria-Ribeiro ;

 http://sites.google.com/site/geologiaebiologia/tect%C3%B3nica-de-placas/paleomagnetismo

http://sites.google.com/site/geologiaebiologia/_/rsrc/1220424435451/tect%C3%B3nica-de-placas/paleomagnetismo/Paleomagnetismo3.jpg

https://1.bp.blogspot.com/_3bfaZc4J2X0/Sg1Ec4v8oGI/AAAAAAAAACE/b-CtCi_ETYo/s400/img007.jpg

Félix, José Mário; Sengo, Isabel Cristina; Chaves, Rosário Bastos; Geologia 12, Porto Editora


Blog por Catarina Soares e Andreia Martins (1c)
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